Após péssimo segundo filme, franquia consegue se redimir com filme divertido e resgata o ótimo clima do primeiro longa.
por Diego Striker
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Porém, em 2002, a esperada sequência foi lançada e com ela um grande balde de água fria em quem esperou 5 anos para ver a continuação das aventuras dos agentes K (Tommy Lee Jones) e J (Will Smith). Com uma história ridiculamente copiada do primeiro filme, piadas sem graça e forçadas e atuações completamente caricatas, o filme foi um tremendo fiasco, deixando os inúmeros fãs receosos com um possível 3º filme.
Mas a 3ª parte da franquia aconteceu, após 10 anos MIB- Homens de Preto 3 chega aos cinemas do mundo todo e consegue a proeza de se redimir completamente da bomba que foi o segundo filme. Com o retorno de Will Smith e Tommy Lee Jones, reprisando seus papéis como os agentes de terno preto e novamente dirigidos por Sonnenfeld, o longa-metragem consegue equilibrar um tema inédito na franquia (embora um clichê muito utilizado em Hollywood) e a utilização de piadas com um excelente timing por parte de todos os atores.
A premissa do filme é bem simples, Boris, o Animal (interpretado pelo ótimo Jemaine Clement) consegue escapar de uma prisão de segurança máxima da MIB localizada na lua após 40 anos de seu aprisionamento pelas mãos do agente K. Sedento por vingança, Boris volta no tempo e mata o jovem K antes que ele fosse preso, iniciando assim uma grande catástrofe no presente. A única pessoa que se lembra que K estava vivo até a noite passada é o agente J, se encarregando assim de voltar no tempo e impedir que Boris consiga matar o jovem K (Josh Brolin).
Com grande parte da duração total do filme se passando em 1969 (no meio da corrida espacial e do movimento Hippie), é espetacular o nível de detalhes empregados na recriação da época, desde as roupas das pessoas até o quartel-general da MIB, muito mais rústico e com a presença de aliens que remetem à visão que se tinha de extraterrestres na época (sempre espalhafatosos e pouco discretos). A propósito, os alienígenas continuam sendo um dos grandes atrativos do filme, tanto os do passado quanto os do presente são muito criativos e com um design muito bem elaborado.
Os efeitos especiais do filme são excelentes. É impossível assistir a sequência em que Will Smith volta ao passado sem os olhos brilharem ao ver a passagem temporal, desde a época dos dinossauros, passando pela crise de 29 e o final da segunda guerra mundial. As armas continuam ótimas como sempre, porém senti falta de alguma mais característica, como a pequena pistola usada pelo J no primeiro filme.
Porém o grande acerto do filme é na interação dos personagens K e J, tanto no passado quanto no presente. Josh Brolin consegue uma atuação espetacular, conseguindo captar todos os trejeitos de Tommy Lee Jones, o olhar, o jeito como fala, até o modo de andar lembram muito o K do presente. Will Smith mesmo sem atuar a 4 anos (sua ultima participação atuando em um filme foi no "Sete Vidas", de 2008) continua do mesmo modo em sua atuação como no primeiro MIB, parece até que o diretor voltou no tempo e trouxe o ator de 1997 para atuar nesse 3º filme. Quanto a Tommy Lee Jones, dispensa comentários pois é sempre excelente na pele do K.
Destaque ainda para a sempre excelente trilha sonora feita por Danny Elfman. É impossível não sentir um sentimento de nostalgia quando vemos J e K entrando na agência da MIB ao som da música tema.
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